Até ao Natal vai ser a doer!

Terminou ontem à noite a primeira parte da maratona de Natal.

Começou no dia 6 com a Feira da Estrela e abertura da Natalis e entre as duas feiras as diferenças foram [muito] grandes.

Sábado dia 6, a chuva visitou-nos no Jardim, afastou o público por um pouco, mas ainda assim houve alguns resistentes que nos visitaram. À tarde o panorama melhorou e o resultado final do dia foi positivo.

Domingo, dia 7. Rumei novamente à Estrela de manhã, com febre e a sentir-me completamente arrasada não apenas pela febre mas pelo acumular de mais de uma semana a dormir pouco mais de 4 horas por noite para poder produzir para as feiras e responder a encomendas.
Mais uma vez uma visita indesejada: a chuva. Mas desta vez em menor quantidade que no dia anterior, embora o frio fosse muito.
Não sei se foi a minha percepção que se encontrava alterada por causa da febre e do mal estar geral que sentia, ou se foi mesmo realidade que o número de visitantes diminui substancialmente no Jardim…
Não aguentei muito mais e peguei na trouxa mais cedo do que o habitual [o que detesto, diga-se!].

Ainda no sábado, ao final da tarde, antes de desmontar as tralhas e seguir para a Natalis, falei com as minhas companheiras de stand que me deram uma primeira imagem muito negativa do que se estava a passar: pouco público e desse pouco eram ainda menos os que estavam a comprar… Para primeiro dia não achei normal e conta-me a minha memória que a Natalis há dois anos foi muito boa no primeiro dia.
À noite, quando cheguei à FIL, constatei que realmente o pavilhão estava vazio de visitantes e cheio de “mais do mesmo”…Muita confusão, stands muito em cima uns dos outros, labirintos sem fim!
No domingo, por telefone fui tendo notícias enquanto estava na Estrela e não eram nada animadoras.
Preferi não ir à noite e ir para casa recompôr-me. As minhas coisas estavam já no stand, éramos 4 pessoas a tomar conta de algo que não se justificava a presença de todas.
Rumei a casa, enfiei-me na cama, e na 2ª feira acordei com um novo ânimo.
Infelizmente, esse novo ânimo durou pouco…toda a semana o cenário foi sempre o mesmo: pouca gente, muito pouca gente a comprar, muito desânimo. E como sempre acontece quando as coisas não correm bem, começaram os stresses internos, as confusões, os nervos sempre à flor da pele e qualquer coisinha mostrava que ali dentro do pavilhão estavam vários barris de pólvora prestes a rebentar.

Não há muita coisa a dizer sobre a Natalis deste ano para além do que já disse. Não compensou o investimento financeiro (consegui pelo menos pagar o stand no último dia! E pouco – ou nada – mais), não compensou o investimento de horas perdidas a trabalhar, não compensou o tempo que passei na FIL quando podia estar em casa a despachar encomendas e que afinal acabaram por atrasar (esta semana ficam todas prontas sem falta a tempo do Natal!).

O lado positivo? Claro que o há. Situações mal resolvidas durante a FIA foram finalmente sanadas, os Amigos ficaram mais próximos, a galhofa foi muita.

Entretanto, para o fim de semana estava programado mais um vai-e-vem de uma feira para a outra com a presença confirmada para o Jardim da Estrela.
Mas São Pedro é do contra e teimou que no sábado a feira não se iria realizar! E assim foi…brindou-nos com um temporal de manhã e a feira foi, literalmente, por água abaixo.
Ainda fui ao Jardim, mas nem me atrevi a sair do carro…voltei para casa, após 3 horas e meia de sono mal dormidas, fui recompôr-me e ao final do dia lá rumei de novo para a Natalis.

Domingo, o cenário foi algo diferente.
O dia acordou estranho, mas não chovia quando saí de casa. Rumei à Estrela e quando acabei de montar o toldo, a chuva veio em força acompanhada do vento muito forte. Resultado? Vários toldos a voar, alguns deles partidos, eu quase levantei voo agarrada ao meu toldo, o desânimo veio em força.

De repente a chuva parou. O vento acalmou. E o céu ficou [muito] azul. Acabei de montar a banca e decidi ficar, enquanto alguns dos participantes desistiam e arrumavam as tralhas e iam embora.
Decidi que eu haveria de ser mais teimosa que São Pedro e mesmo sem toldo operacional fiquei.
De vez em quando a chuva vinha com força, tapavam-se as coisas a correr, torcia-se para que fosse chuva de pouca dura.
Suportava-se o frio, o vento gelado, os dedos molhados quase rôxos.
E quando voltava o sol, voltava o público. Que mesmo sendo pouco, vinha de propósito fazer as compras de Natal.

Foi um dia deveras estranho, mas que no final compensou mais do que a Natalis…

Devido a ter sido cancelada a feira de Sábado na Estrela por causa da chuva, a organização está a tentar autorização para realizar mais um ou dois dias de feira antes do Natal [ou seja, já este próximo fim de semana]! Isto seria perfeito! Desde que não chova, claro!

Para o próximo sábado está já confirmada a feira no Príncipe Real [onde estarei]. Se por acaso se confirmar a Estrela tanto para sábado como para domingo, dou preferência à Estrela, mas terei também as minhas coisas no Príncipe Real.
Lá para 4ª feira já devemos saber alguma coisa.

Até lá, entro na 2ª parte da maratona de Natal: vai ser continuar a responder a encomendas, enviar os vários slings que estão em falta, organizar-me para não falhar nada.

E se no final disto tudo não cair à cama doente, é puro “milagre” [tal não é o estado em que tenho os brônquios neste momento…há mais de uma semana que ando com uma constipação que não me larga e ainda por cima sempre sujeita ao frio e à chuva. Mas dizem que quem corre por gosto…]

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