Mission Accomplished

A FIA terminou. FINALMENTE! Sim, porque desengane-se quem pensa que estar atrás de uma banca, neste caso um stand, é fácil e divertido. Não é. Ou melhor, até é, mas é extremamente cansativo, especialmente quando se fecha o estaminé às 11 da noite, antes da meia noite não se está em casa e depois de chegar a casa ainda se fica a trabalhar até às 5 e tal da manhã…para regressar ao estaminé às 2 da tarde do dia seguinte.

A experiência foi muito positiva [e o saldo também foi bom, felizmente!], até porque vejo hoje estas feiras com outros olhos.

A primeira experiência foi no ano passado, mas em tom de “part-time” uma vez que participei num stand colectivo apenas dois dias, com a Maraluna, e logo nos piores dias de todos [2ª e 3ª feira, que são sempre os piores dias de feira…]. Depois desses dois dias, estive a dar uma ajuda no stand da Etnyk, mas ainda assim com a sensação de visitante e não de expositora.

Este ano a coisa foi mesmo à séria. O investimento também, claro, e aí tive um pouco de receio de não ter o retorno necessário, mas felizmente as coisas acabaram por correr bem. Ainda que o stand tenha sido a dividir por 4, o valor da inscrição não é propriamente barato.

Fiquei algo desiludida com a organização da FIA que trata o pavilhão Nacional de forma muito diferente do Internacional, onde tudo é permitido e no Nacional não. Fiquei desiludida por terem mudado o horário de funcionamento, encerrando às 11 da noite, quando nos anos anteriores acabava à meia noite. Todo o público se queixou, especialmente quem veio durante a semana porque, como é normal, quem vem depois do emprego vai primeiro às tasquinhas para jantar e só depois vai visitar os pavilhões…e fica sem tempo para ver tudo!

E, no Pavilhão Nacional, às 11 em ponto começavam a apagar as luzes, mesmo ainda havendo pessoas a comprar e às 11 e dez as únicas luzes que ainda estavam ligadas eram as de presença e a iluminação própria de cada stand. No Internacional, o mesmo não se passava…as luzes ficavam ligadas e os visitantes continuavam sem problemas até terminarem as suas compras.

Outra coisa que me desiludiu bastante, assim como a toda a gente ou pelo menos uma grande maioria, exceptuando uma meia dúzia de iluminados que constituíam o júri, foi o concurso habitual de artesanato. Este ano dedicado ao Brinquedo, na categoria de Artesanato Contemporâneo, o primeiro prémio foi parar às mãos da autora de um trabalho que deixa muito a desejar, tanto em termos de criatividade como de qualidade, especialmente quando se sabe que a Menção Honrosa foi para os fantásticos bonecos da Julieta Franco. Se no site podemos ficar a conhecer as ilustrações, podemos também imaginar aquelas ilustrações passadas para bonecos de pano, carregados de cor e magia. É pena que a FIL ainda não tenha disponibilizado as fotos das peças a concurso deste ano.

Enfim…

Fiquei ainda a perceber que os níveis de invejas e dores de cotovelo naquela feira são enormes. Desde abaixo-assinados para nos proibirem de estarmos a trabalhar num local onde não incomodávamos ninguém e onde nem sequer estávamos perto de quem iniciou o abaixo-assinado, passando por muita dor de cotovelo, até ao choque que é saber que as pessoas para além de ressabiadas são ignorantes.

É um mundo cão, este. Eu já optei por fazer off e não ligar a estas coisas, mas ignorância e prepotência são duas coisas que não ligam comigo.

~º(“.)º~

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